Quando as máscaras caem
E quando
as máscaras caem, e quando as faces se tornam expostas, as almas desnudas
transparecem e a real intenção do ser se apresenta. E quando não há mais como
justificar, amenizar, e quando não dá mais para tentar não ver.

Não ver o
outro, não ver o que você projetava nele, almejava nele, acreditava nele,
quando não dá mais para não deixar de ver que o outro não era quem você
pensava, esperava, almejava, amava. E quando encarar a realidade do outro é a única
alternativa. Isso dói, incomoda, irrita, é como as fases do luto: vem a negação
de que aquilo é verdade. Tentamos voltar a não ver, inútil. Passamos então para
a raiva, como aquela pessoa tão querida pode te trair, trair sua confiança,
trair tudo aquilo que você depositou nela? Como? Daí tentamos negociar...ah
talvez não seja tanto assim se eu tapar um olho eu não verei tudo assim tão
feio, como está agora, não é? É, é ai que caímos na depressão, pois, não dá
para voltar atrás a máscara já caiu, a realidade já está ali te encarando e
você pode até tentar mais fugir não será a solução, sendo assim chegamos ao estágio
‘final’ a aceitação. Aceitar que aquela é a sua nova realidade perante aquela
ou aquelas pessoas. Esta é ela de verdade. E ainda dentro deste processo de
luto, cabe a você e somente a você decidir o que fazer com isso.