terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Você merece a vida que deseja



Você merece a vida que deseja


 Você merece a vida que deseja! Eu poderia encerrar aqui este texto, isso se todos realmente acreditassem nisso, mas infelizmente não.
A grande maioria não acredita nisso, não vive isso, nem busca isso. A grande maioria enxerga a vida conforme a lente que estão usando, ou seja, conforme suas histórias passadas. Contudo a vida é feita de presente e futuro, também.
E se torna muito difícil mudar esse tipo de pensamento, de ponto de vista, que normalmente carregamos (ou arrastamos) a vida toda. Talvez você esteja pensando ‘eu não desejo essa vida que tenho, as coisas apenas são assim’, ou ‘eu não desejei esta doença, ser pobre, ser sozinho, ser infeliz’. Com certeza não, você, conscientemente, não buscou nada disso, mas lá no fundo talvez isto esteja ai. Não vou me aprofundar, nessa questão psicológica, mas só tenha consciência de uma única verdade, nada na vida é por acaso.
Ouvi essa frase nas minhas primeiras aulas da faculdade de psicologia, e carreguei isso por muito tempo, achando que acreditava nisso, sem realmente, verdadeiramente acreditar, hoje é diferente, acredito tanto nisso que cada passo meu, cada fala e principalmente cada pensamento são cuidadosamente analisados antes e depois de emitidos. Por que¿ porque, nada, nada mesmo, é por acaso. A vida nos retorna tudo, inclusive aquilo que pensamos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

SÉRIE FRASES QUE INSPIRAM: comer, rezar, amar



SÉRIE FRASES QUE INSPIRAM
todo mês uma frase de algum filme, livro, música, série irá inspirar o texto do mês e iniciamos nossa série com...

“Comer, Rezar, Amar” 
Um livro da escritora Elizabeth Gilbert e um filme de 2010.

“Quanta gente já ouvi dizer que os filhos são a maior realização e o maior reconforto de suas vidas? São aqueles com quem eles sempre podem contar durante uma crise metafísica, ou em um momento de dúvida quanto a sua relevância – Se eu não tiver feito mais nada nesta vida, então pelo menos terei criado bem os meus filhos.”



Uma vez me perguntaram como era ser mãe, como era sentir esse tal amor de mãe…Bem, eu poderia usar todas as palavras conhecidas, em todos os dialetos possíveis e seria pouco.
Eu acredito que toda mulher nasce com a capacidade biológica para gerar uma vida, mas somente algumas nasceram para ser mãe.
O amor de mãe no meu ponto de vista é “amostra grátis” do que é o amor de Deus por nós. Imagine o quanto você ama seu filho, tudo que você é capaz de fazer por ele: se doar, morrer, qualquer coisa não é¿ agora imagine que Deus nos ama infinitamente mais.
Na verdade minha vida se transformou, novamente, quando eu tive a compreensão deste amor. Desse Deus tão amoroso quanto uma mãe, não como se costuma dizer como ‘amor de pai’, porque Deus nos ama como uma mãe. Sem desmerecer o amor de pai, até porque muitos pais tem o coração de mãe, contudo o amor de mãe é assim incondicional, o verdadeiro amor de mãe é assim, apesar de nossas falhas ele é incondicional. Sendo assim, não dá para imaginar mensurar o amor de Deus.
Quanto aos filhos, o nascimento do meu foi minha primeira transformação; que maravilhoso poder vê-los crescer, cada conquista, cada passo dado e cada ‘primeiros’ de suas vidas, fazem a nossa ter maior significado.
Quando eles nascem queremos ser pessoas melhores, mudamos nossos hábitos, postura de vida e até alguns conceitos e ideais. A vida muda porque eles chegam. A vida muda porque eles nos empurram para frente. A vida muda porque os amamos.
Filhos não são apenas realização ou reconforto, são abrigo e inspiração, são lar e compreensão, são amor e salvação.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

CONTO: A Garota e o Chalé





Ela correu, e correu mais do que imaginava poder, mais do que seu coração podia pulsar. Queria se refugiar em algum lugar, o mais distante possível. Mas nenhum lugar era longe o suficiente, era bom o suficiente, nem mesmo dentro de si mesma, ali somente o caos.
Ela então correu porque era a única coisa que lhe restava fazer e porque assim sentia um pequeno alivio, uma ilusória sensação de que tudo iria passar.
Não passou e ela continuou correndo.
A vida nem sempre é justa, ela pensava, o que ela não imaginava é que pudesse ser responsável por tudo que lhe acontecia.
Afinal fora ela quem decidira mudar de cidade, buscar uma nova vida, crescer profissionalmente e bem longe de suas raízes.
Não que se envergonhasse de onde vinha, mas 31 anos vivendo no mesmo lugar já era o suficiente, para alguém que planejava viajar o mundo, viver uma vida livre, ser livre.
Foi na sua festinha surpresa de aniversário de 31 anos, que ela resolveu dar uma guinada na sua vida. A festa foi toda preparada por sua mãe, que acreditava estar fazendo um grande bem para a filha, que andava muito cabisbaixa nos últimos tempos, desde que terminara mais um de seus relacionamentos. Ela sabia que as intenções de sua mãe eram boas, mas aquilo a fez se sentir uma solteirona encalhada e só piorou a forma como se sentia. Resolveu ali mesmo, na hora em que todos cantavam parabéns que iria se mudar, apagou as velas e no seu íntimo fez este pedido de aniversário, que ela tivesse um novo começo.
Ali correndo, sem parar lembrou desse pedido, e também lembrou de uma frase que sua avó sempre dizia quando ela era criança ‘cuidado com o que você deseja um anjo pode passar e dizer amém’. Talvez tenha sido assim naquele aniversario, um anjo passou e disse amém. Mas ele não entendeu bem o que ela desejou, ela resmungava.

sábado, 21 de janeiro de 2017

SÉRIE SENTIMENTOS: Ingratidão



Série Sentimentos - Vamos falar de sentimentos...
Iniciamos hoje a nossa série sentimentos, todo mês abordaremos um sentimento, falaremos sobre ele e seus efeitos sobre nós.
E já que todos fazem parte, vamos começar por um sentimento que dói fundo, mas nos traz uma grande visão no final de tudo.
Ingratidão
No dicionário
Substantivo feminino
1. Qualidade ou ação de quem é ingrato; falta de gratidão, de reconhecimento.
2. Caráter, propriedade daquilo que não proporciona resultados satisfatórios, que não compensa o trabalho e esforço despendido ou que se mostra difícil e árduo.

Por mais que tentamos dizer que não, lá está ele, agudo e doloroso, passivamente te destruindo. Certos sentimentos às vezes parecem insolúveis.
Quem nunca sentiu o amargo gosto da ingratidão? Não esperamos o retorno quando estivemos ali presente fazendo o que considerávamos ser algo bom (ou talvez até esperássemos), porém, com certeza, não esperávamos o contrário, total e oposto.
A falta de reconhecimento do bem que lhe foi oferecido poderia estar ligado a uma falta de amor próprio, afinal quem não se ama não tem condições de reconhecer o amor alheio que lhe é oferecido.
Também pode-se dizer que quando a pessoa age com ingratidão ele não soube ser humilde o suficiente para ser grato por aquele bem.
O ingrato esquece com muita facilidade, não as coisas ruins, esquece as coisas boas que fizeram por ele.
Todavia, por mais que se busque explicações para a ingratidão do outro, a dor continua lá dentro de nós. Imergindo, sufocando e doendo muito.
Ser grato requer coragem, reconhecer o outro nem sempre é fácil, portanto, há na ingratidão uma covardia desmedida, como há na gratidão um ato de coragem por assumir e reconhecer sua pequenez e grandiosidade ao mesmo tempo. Pequenez na humildade de aceitar do outro um bem, abrir seu coração e simplesmente aceitar; e grandiosidade por reconhecer-se digno de tal ato e dizer obrigado.
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